Medeiros defende o armamento civil após sofrer com tentativa de assalto

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O senador por Mato Grosso José Medeiros (PSD) defendeu a posse de armas para os brasileiros durante uma audiência sobre a Reforma da Previdência e os efeitos para a segurança pública nesta semana. O parlamentar contou que já trabalhou a favor do Estatuto do Desarmamento e que mudou de ideia após sofrer uma tentativa de assalto.

Medeiros relatou que há alguns anos,  quatro bandidos entraram em sua casa durante a madrugada e que após perceber a ação dos criminosos, ele sacou a arma que tinha em sua residência e atirou contra um deles. Depois disso os bandidos fugiram arrastando o homem ferindo.

“Eu fiquei pensando, e se eu não tivesse a arma em casa? O que eles teriam feito? E eu sei o que eles teriam feito. Fiquei sabendo depois que essa mesma quadrilha tinha entrado a 800 metros dali, na casa de um casal de idosos. Eles amarram e estupraram a senhora de 60 anos. Minha esposa tinha 20 anos nessa época e eu pensei o que é que eles não teriam feito lá em casa?”, disse durante a audiência.

Ele afirmou que após esse caso “perdeu a fé” e “aposentou o chapéu” da defesa do desarmamento. “O cidadão de bem tem direito a se defender”, argumentou na tribuna.

O senador alegou, porém, que é preciso dar treinamento para que as pessoas possam ter acesso às armas e rechaçou o argumento de que não é necessário ter armas porque já que existe a polícia. “Então não pode ter extintor porque tem bombeiro, não é verdade?”, comentou.

 

Desarmamento

A principal proposta contra o desarmamento no país é encabeçada pelo deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC). Ele é autor da PL 3722/2012 que “disciplina as normas sobre aquisição, posse, porte e circulação de armas de fogo e munições, cominando penalidades e dando providências correlatas”. Na prática, o projeto de lei revoga o Estatuto do Desarmamento.

No site oficial do parlamentar ele explica que apesar da proposta modificar profundamente a legislação atual, a nova norma não libera totalmente a posse e a porte de armas.

De acordo com a PL, o interessado pela arma precisaria “ter no mínimo 21 anos (atualmente a idade mínima é de 25); comprovar residência e empregos fixos; não possuir antecedentes criminais; não estar sendo investigado em inquérito policial por crime contra a vida; ter sido aprovado no curso de manuseio de armas e tiro, e comprovar sanidade mental”.

Outro parlamentar que defende o armamento civil é o polêmico deputado federal carioca Jair Bolsonaro (PSC). No ano passado, ele comentou sobre a questão durante visita ao Mato Grosso. “O que depender de mim, vocês da área rural vão ter fuzil na sua propriedade porque a propriedade privada é sagrada, e é a base da democracia”, defendeu.

 

fonte: rdnews

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